Diogo Nobre, cuteleiro de 26 anos, tem uma paixão que se transformou em ofício da forma mais genuína possível: pela curiosidade.


Sempre fascinado pelo mundo da sobrevivência, procurou aprender mais sobre facas, e foi assim que chegou, pela primeira vez, ao Lombo do Ferreiro, um lugar com história e berço de muitos cuteleiros de autor.


Depois dessa visita, o interesse cresceu. Voltou a casa, improvisou a sua própria forja e tentou, por conta própria, fazer uma faca de mato. Não correu bem. Mas, em vez de desistir, decidiu aprender.


Seis anos depois, afirma-se como cuteleiro, produzindo facas e navalhas artesanais por encomenda, com especial enfoque nas facas de chef e nas navalhas tradicionais portuguesas, peças que aliam função, tradição e identidade.


O seu trabalho vai além do aço. Diogo trabalha também com pele, criando bainhas artesanais que protegem e complementam cada peça.


Apesar de ter a sua própria oficina, continua ligado ao Lombo do Ferreiro, onde produz e assume também o papel de formador, partilhando o seu conhecimento em workshops de cutelaria.


Uma história que começou na curiosidade e se construiu na perseverança: peça a peça, faca a faca.